Nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro a Fábrica do Hip Hop foi palco para Frank Ejara, uma das maiores referências do Brasil nas danças urbanas. Com 40 anos de vivência na cultua hip hop, além de sua vasta experiencia em batalhas e no ensino de danças urbanas em Cia, Frank tem um repertório impecável com espetáculo de danças urbanas “O Som do Movimento”, sendo o único brasileiro a se apresentar no lendário Teatro Apollo em Nova York.
A primeira atividade com Frank durante sua imersão foi a exibição do seu documentário “Som do movimento – 20 anos” sobre a história do solo criado por ele em 2005 e que levou a arte de rua brasileira para festivais e palcos internacionais. A atividade aconteceu na sexta feira e foi um momento de aproximação e oportunidade de conhecer a história dele. A sessão foi gratuita e aberta ao público, recebendo alunos e professores de danças urbanas da Fábrica do Hip Hop, membros da Cia 5ª Essência e agentes culturais locais e regionais.
No sábado foi dia de muito estudo e prática sobre Campbellock/Locking – uma das primeiras danças dentro das danças urbanas, que surgiu nos anos 70 na Califórnia. Foram 6 horas de aula, onde Frank apresentou todo contexto histórico e trajetória do Locking, passando por seus criadores, grupos, difusão e atualidade. Esse conhecimento ampliou não só a teoria com relação a essa dança mas contribuiu também na prática com nomenclatura de passos e desenvolvimento técnico de base para execução, criação e ensino.
No domingo o tema foi o Popping, que surgiu em meados dos anos 70. Além da teoria e prática – considerada de alto nível de dificuldade – Frank apresentou o Electris Boogaloos, um dos primeiros grupos de Popping, do qual ele teve a oportunidade de dançar na Europa. Hoje Frank é representante do legado deles no Brasil. O criador do grupo e da técnica é Boogalloo Sam, com o qual os professores da Fábrica do Hip Hop tiveram oportunidade de fazer uma aula em 2019 durante evento FH2 em Curitiba.
Para os participantes a imersão com Frank Ejara foi uma explosão de informações e técnicas, além de aprendizado do contexto histórico e diferenciação, já que por muito tempo Locking e Popping foram consideradas com Break Dance de forma geral. Hoje é possível destrinchar e diferenciar as diversas formas de execução de cada estilo, aprendendo de forma direcionada. Ao todo a Fábrica recebeu nas aulas de Frank, 22 pessoas entre alunos e professores, além de participantes vindos de Cascavel, colocando a atividade em patamar regional.